quarta-feira, 12 de outubro de 2011

À noite, perto de um pessegueiro


Uma paz tão repleta revelou-se
na serena oração do teu silêncio,
que secretas estrelas o céu trouxe,
e ao sagrado luar reverencio.

Não fala ainda, deixa o não dizer
das coisas traduzir o infinito,
guardemos nossa voz pra compreender
frases que nossas almas têm escrito.

E estrelas escondidas num celeiro,
cobertas por lençóis esbranquiçados,
podem ser encontradas e entendidas.

E as frágeis flores desse pessegueiro
sussurram que, em silêncios abraçados,
há mil frases de amor subentendidas.